Em meio às várias pesquisas científicas publicadas diariamente, nós, simples mortais, acabamos ficando sem saber qual alimento faz bem e qual realmente faz mal. É assim: hoje o chocolate é mocinho porque tem serotonina, amanhã é vilão pelo excesso de gordura. Ou: hoje o tomate faz mal ao colesterol e amanhã ele é muito bom pois tem vitaminas e baixo teor calórico (…)
A grande verdade é que os pesquisadores precisam descobrir coisas novas, para valorizarem seus trabalhos de mestrado e doutorado e, com isso, acabam focando muito em determinado ponto. E quando outro pesquisador descobre algo que o primeiro não havia citado fica jogando com os alimentos de um lado para o outro.
Falo isso porque nesta quinta-feira chegou até mim um impasse: a Folha de São Paulo publicou uma matéria falando mal do espinafre, sugerindo, inclusive, que o alimento seja banido da nossa alimentação. A afirmação deixa muitas crianças e adultos órfãos da boa folha verde escura sempre utilizada pelo nosso querido Popeye.
Aproveitando a vantagem de trabalhar para a a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, posso afirmar que apesar de ter uma substância oxidativa (o ácido oxálico) se ingerido junto com carnes ou alimentos com vitamina C agirá como estimulante, podendo ajudar na prevenção de algumas doenças, por também possuir substâncias antioxidantes, bioflavonóides e muitas vitaminas.
Ou seja, nada de banir o espinafre do cardápio.
Para gestantes e futuras mamães, vale a dica: o espinafre fornece folato (nutriente que ajuda a prevenir disfunções neurológicas nos bebês).
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